Uma hora pela vida na Terra

O gesto de acender e apagar uma luz é tão banal que já nem pensamos no que implica. Mas hoje milhões de pessoas de 2848 cidades (incluindo São Paulo, onde vivo) de 83 países vão juntar-se num "apagão" global pelo futuro do planeta e para mostrar que se interessam. O objetivo é provar aos líderes mundiais que o tema das alterações climáticas preocupa a todos. A Hora do Planeta é às 20h30.
Este ano, a iniciativa conta com a participação de sete vezes mais cidades do que no ano passado (371 de 35 países), quando ocorreu a primeira Hora do Planeta Global. Em 2007, a campanha desenvolvida pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), da Austrália, realizou-se apenas em Sydney, contando com a participação de mais de dois milhões de pessoas.
"A Hora do Planeta vai focar a atenção global no tema das alterações climáticas. Pedimos a mil milhões de pessoas que participem no primeiro voto global para uma acção contra as alterações climáticas desligando a luz por uma hora e votando pela terra", disse Andy Ridley, director-executivo da Hora do Planeta.
Os primeiros a apagar as luzes serão os 750 habitantes das ilhas Chatham, um arquipélago neo-zelandês, mas mais espectaculares serão os apagões em 829 monumentos famosos, como a Ópera de Sydney, as pirâmides de Gizé, a Torre Eiffel ou o Empire State Building. Um alerta para os líderes mundiais que se reúnem em Dezembro na Conferência sobre o Clima, em Copenhague, para aprovar o substituto do Protocolo de Quioto.
Mas o que é suposto fazer na Hora do Planeta? Simples, entre as 20h30 e as 21h30, apague as luzes que não são essenciais na sua casa: desligue a televisão, o computador e até o despertador. O objetivo não é o consumo zero, até porque não se pede que se desligue, por exemplo, a geladeira ou o sistema de alarme. Aproveite essa hora para um jantar romântico à luz das velas (desde que sejam naturais e não fabricadas a partir de derivados do petróleo), dar um passeio junto aos monumentos "apagados" ou apenas observar as estrelas. E não se esqueça que o interruptor não tem que voltar a ser aceso logo às 21h30.
O mais importante é que pense a longo prazo e no que pode mudar na sua casa para evitar consumos desnecessários. Coisas que podem ser tão simples como mudar para lâmpadas de menor consumo ou desligar os electrodomésticos que não estão a ser usados da corrente. Lembre-se da chamada "energia vampira", que está a ser consumida mesmo quando os aparelhos estão desligados.
Mas nem todos concordam com esta iniciativa. Bjorn Lomborg, director do think-tank Centro de Consenso de Copenhague, escreveu um artigo no jornal The Australian criticando a Hora do Planeta. "Mesmo se mil milhões de pessoas apaguem as suas luzes no sábado [hoje] o evento será o equivalente à China parar com as suas emissões por apenas seis segundos", indicou este dinamarquês.
Mas a iniciativa conta também com apoios importantes, como o do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. "A Hora do Planeta é uma forma de os cidadãos do mundo enviarem uma mensagem clara. Eles querem acção em relação às mudanças climáticas", disse num vídeo no YouTube. As novas tecnologias foram essenciais para passar a mensagem. Segundo o site earthhour.org, a rede social da Hora do Planeta tem 1,1 milhões de pessoas e a cada 0,8 segundos é visto o vídeo da iniciativa (acesse o link logo abaixo).


Faltam mil dias

Hoje é dia 17 de janeiro de 2009. Faltam exatos mil dias para o início dos 16º Jogos Deportivos Pan-Americanos. A sede será a festiva Guadalajara, no México, de tantas boas lembranças para o esporte brasileiro. Especialmente para o futebol no ano de 1970. Pelé, Tostão, Jairzinho, Gerson e um batalhão de craques começaram a tragetória do tri na Copa do Mundo no Estádio Jalisco, de Guadalajara.

Jogos Desportivos Pan-Americanos
1951 - Buenos Aires (Argentina)
1955 - Cidade do México (México)
1959 - Chicago (E.U.A.)
1963 - São Paulo (Brasil)
1967 - Winnipeg (Canadá)
1971 - Cali (Colômbia)
1975 - Cidade do México (México)
1979 - San Juan (Porto Rico)
1983 - Caracas (Venezuela)
10º 1987 - Indianapolis (E.U.A.)
11º 1991 - Havana (Cuba)
12º 1995 - Mar del Plata (Argentina)
13º 1999 - Winnipeg (Canadá)
14º 2003 - Santo Domingo (Rep.Dominicana)
15º 2007 - Rio de Janeiro (Brasil)

16º 2011 - Guadalajara (México)

Brasil é candidato olímpico outra vez

.Após a euforia pela realização bem sucedida dos últimos Jogos Pan-Americanos, o Rio anunciou oficialmente sua nova candidatura-para sediar os Jogos Olímpicos. Poucos sabem, mas o Brasil já concorreu à sede olímpica por quatro vezes. O primeiro candidato brasileiro foi o próprio Rio de Janeiro que na 36º Sessão do Comitê Olímpico Internacional em Berlin (Alemanha), no ano de 1936, disputou com outras 13 cidades quem seria a sede dos Jogos Olímpicos de 1940. Tóquio ganhou a eleição, mas devido a II Grande Guerra aqueles Jogos nunca foram realizados. Em 1956 o Rio foi novamente candidato, agora para organizar as provas de Hipismo dos Jogos daquele ano. As Olimpíadas foram em Melbourne, na Austrália, mas este país tinha sido atingido por uma séria epidemia que acometeu os animais. Como alternativa de emergência, para não cancelar as provas do Hipismo, o COI resolveu realizar esta modalidade em outro país. Seis cidades concorreram e Estocolmo, na Suécia, foi a escolhida. Nosso país voltou a concorrer em setembro de 1993. Oito cidades, entre elas Brasília, quiseram ser a primeira sede olímpica do novo século (2000), mas a vitória acabou sendo da australiana Sydney.O processo de escolha determinado pelo Comitê Olímpico Internacional realiza uma eleição com voto secreto após uma detalhada avaliação de cada candidata. Tem direito a voto, representantes de todos os países filiados ao COI, assim como membros da diretoria desta entidade e antigos presidentes honorários. Ao final do escrutínio apuram-se os votos e a última colocada é eliminada da disputa. Com as pretendentes restantes é efetuada no mesmo dia mais uma rodada de votação e novamente eliminada a última. E assim sucessivamente até ser anunciada a cidade sede dos Jogos Olímpicos em disputa.Em 1997, 11 cidades se candidataram oficialmente, inclusive o Rio de Janeiro. Pela primeira vez foram realizadas duas fases de votação. A primeira foi em maio e selecionou cinco finalistas que em setembro daquele ano, na sede do COI em Lausanne (Suíça), participaram da eleição decisiva. Foi escolhida Atenas, na Grécia, como sede dos Jogos Olímpicos de 2004. Agora o movimento olímpico internacional já está em ação para a escolha da sede em 2016 e o COI anunciou as sete candidatas. Além do Rio de Janeiro concorrerão Chicago (Estados Unidos), Tóquio (Japão), Madri (Espanha), Praga (República Tcheca), Doha (Qatar) e Baku (Azerbaijão). A entidade olímpica submeterá cada cidade a um extenso questionário e visitará as localidades entre maio e junho de 2008. Depois de analisar os relatórios de cada candidata, o COI decidirá em votação marcada para o dia 2 de outubro de 2009, em Copenhagen na Dinamarca, a sede das Olimpíadas de 2016.
Veja mais detalhes na cobertura jornalística do blog Beijing Olímpica, que tem até uma enquete para saber a opinião da torcida brasileira sobre a candidata mais forte na votação de outubro de 2009.


Legendas das fotos: Estádio João Havelange, o Engenhão (no topo da matéria), e o Parque Aquático Maria Lenk.

Uma graaaaaande famiiiiiiiilia...

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Tem muita gente que não abandona parentes queridos pra nada. Nem pra competir. No PAN’2007 os diversos exemplos tornaram a Vila Pan-Americana a verdadeira casa de uma Grande Família. Vai dizer que você não lembrou agora do vôlei brasileiro? É, a família ‘Bernardinho’ vai além dos seus 12 pupilos. Afinal um dos jogadores deste PAN, em especial, está muito acostumado com as ‘ordens’ do paizão-técnico, severo também fora das quadras. Bruno (na foto ao lado junto do pai Bernardinho), convocado de ultima hora depois da polêmica saída do outro levantador Ricardinho, mostrou ser um filho-jogador aplicado e competente até para não confundirem a atitude do pai com um injusto nepotismo. Ahhh, e eu não podia esquecer da dupla titular Gustavo e Murilo, orgulhos do clã Endres.
A dor também une parentes próximos. A esgrima levava dois irmãos da família gaúcha Schwantes para as provas de espada. Mas Ivan, durante os treinos, sofreu um sério ferimento provocado involuntariamente pelo irmão Athos e desfalcou a equipe na competição. Mesmo ainda se recuperando da perfuração no pulmão, Ivan ficou a beira da pista ajudando os colegas e o irmão que não desanimou e foi a luta.
Em briga de marido e mulher ninguém deve meter a colher. Especialmente se o casal lutar caratê. Lucélia Ribeiro e Douglas Brose ainda ‘ensaiam’ para o futuro casamento e o namoro sério de três anos é compartilhado também em treinamentos no dojo. Entre golpes e beijos, não há duvida que eles se entendem muito bem. Inclusive no pódio, já que Douglas ganhou o bronze em seu PAN de estréia, e Lucélia tornou-se a primeira brasileira tri-campeã pan-americana da história em todas as modalidades.

Querem mais exemplo de casal bem entendido em pódio pan-americano? Juliana Santos mal tinha garantido o ouro nos 1500m e de imediato voltou suas atenções ao maridão Marilson dos Santos (ambos na foto ao lado)que ganhou a prata nos 10 mil poucos minutos depois ali mesmo na pista do Estádio João Havelange. A comemoração de verdade ficou para depois dos dois pódios.
A Jamaica extrapolou no quesito ‘vínculo fraterno’. Seu time de futebol, surpreendente vice-campeão masculino, tinha o atacante Norman Bailey
irmão da corredora Aleen Bailey, ouro no revezamento 4x100m. E não parou por ai. O zagueiro Andrae Campbell é irmão mais novo do meio-campo Edward. E os irmãos Smith estavam no time em posições correspondentes aos outros dois: Dawyne também atuou no meio-campo e Troy reforçou a zaga jamaicana.
Ainda mais vitoriosos foram os irmãos Hypólito da Ginástica Artística. Diego levou pra casa duas medalhas de ouro e uma de prata e a irmãzinha Daniele (mais velha na idade, mas ‘caçula’ no tamanho) também guardou lembranças de pódios com outras duas conquistas: prata e bronze nos aparelhos femininos.
No ciclismo tem o exemplo de duas irmãs e uma prima que pedalaram forte pelo Parque do Flamengo. Clemilda Fernandes (foto acima) foi mais feliz alcançando o pódio com a medalha de bronze na prova contra relógio de estrada. Já a irmã Janildes Fernandes, muito mais experiente depois da prata e bronze dos dois últimos PAN’s, desta vez ficou fora do pódio com o quinto lugar da prova de resistência em estrada. A prima mais nova, Uênia Fernandes, estreou em Jogos Pan-Americanos com um modesto 21º lugar na estrada.
No Esqui Aquático brasileiro tem dois irmãos adversários diretos. E Fernando Neves, o conhecido Brucutu, ao lado de seu irmão mais novo Felipe classificaram-se entre os oito melhores das Américas para a final do Slalom. Brucutu, com o primeiro lugar das eliminatórias, até era um dos favoritos, mas acabou em quinto seguido de perto pelo irmão caçula na prova realizada na Lagoa Rodrigo de Freitas.
A natação também está repleta de casos de irmãos que dividem raias. Agora no Rio, por exemplo, tivemos presenças de irmãs como Teisha e Alicia Lightbourne de Bahamas, ambas do estilo peito, e das venezuelanas Yanel e Jesserick Pinto. Mas teve um caso realmente sui generis de dois irmãos unidos pelo esporte, mas divididos pelas bandeiras. Golda e Evan Marcus nasceram respectivamente em El Salvador e Honduras. Com o vai-e-vem intenso da família original, fugindo da violência e pobreza instaladas em países centro-americanos, acabaram por nascer em terras diferentes. Uma voluntária norte-americana, Sharon Marcus, se apaixonou pelos dois irmãos, ainda nenéns abandonados, e resolveu adotá-los. Viraram cidadãos dos Estados Unidos e com a dupla cidadania de seus países de origem possibilitou a eles experiências ao competir em piscinas de diversos eventos, como agora no PAN do Brasil. Pertinho deles estavam os irmãos Crippen. Legítimos filhos dos Estados Unidos de carreiras douradas. A caçula Teresa foi a vencedora dos 200m costas na piscina do Parque Aquático Maria Lenk e o irmão Francis ganhou a medalha de ouro nos 10km da maratona aquática. Ainda nas areias de Copacabana, a brasileira Poliana Okimoto (foto abaixo) ganhou o primeiro abraço de felicitações, depois da prata na prova feminina da maratona aquática, vindo do marido e técnico Gutemberg Amaral.

Das águas pan-americanas também encontramos outro exemplo de irmãs que se entendem bem no esporte. Aliás, totalmente sincronizadas dentro d’água, diga-se de passagem. Falamos das gêmeas Beatriz e Branca Feres (foto abaixo), que além da medalhas de bronze com o conjunto de nado do Brasil também foram escolhidas lindas musas fora da competição. Fizeram ainda mais sucesso nos clics.

Medalha, medalha, medalha...

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Nas 15 edições realizadas dos Jogos Desportivos Pan-Americanos, apenas a primeira (Buenos Aires em 1951) não teve os Estados Unidos no topo do quadro de medalhas. Naquele ano, o movimento Peronista que governava a Argentina resolveu (a exemplo da Alemanha nos Jogos Olímpicos de Berlim’36) usar uma grande competição poli-esportiva como propagando do regime. Os argentinos moveram todos os esforços disponíveis para somar um maior número de medalhas (158 no total contra 95 dos Estados Unidos). A partir daí, a maior potencia mundial do esporte assumiu a liderança nos Jogos do continente sendo seguido de longe por Argentina (1955 e 1959), Brasil (1963) e Canadá (1967 e 1971) com um total de medalhas bem superior ao dobro que o adversário mais próximo. A começar do PAN da Cidade do México em 1975, Cuba assumiu a segunda colocação no quadro geral de medalhas diminuindo ano a ano o percentual de diferença com os norte-americanos. Até que em Havana’91, Cuba alcançou a menor diferença entre os dois países (87 medalhas), mas ficou a frente dos Estados Unidos por acumular mais ouro (140 a 130). A equipe de Tio San voltou a ter a hegemonia a partir de Mar del Plata’95. Agora em 2007, devido ao critério que beneficia o país com mais medalhas de ouro, Cuba manteve-se na segunda colocação (135 medalhas no total, com 59 de ouro, 35 de prata e 41 de bronze), mas com o Brasil em terceiro somando bem mais medalhas no total (161, com 54 ouros, 40 pratas e 67 bronzes). Nos últimos 52 anos de história, os norte-americanos (com 237 medalhas no Rio’2007, sendo 97 de ouro, 88 de prata e 52 de bronze) acumularam desta vez a menor diferença com outro país (76 medalhas a mais que o Brasil). Na foto acima, parte da equipe feminina de futebol do Brasil recebendo o ouro, com destaque para a atacante Marta, no centro da imagem.

Recordistas de pódios

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Sem duvida alguma, o maior colecionador de medalhas pan-americanas da história é o ginasta cubano Eric Lopez Rios (foto acima). Em quatro edições dos Jogos (de 1991 a 2003), Eric ganhou 18 medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze, totalizando 22 conquistas. A edição mais vitoriosa do maior ginasta cubano da história foi em Santo Domingo’2003 quando voltou para Havana com seis medalhas de ouro no peito. Mas ele não é o maior recordista de medalhas numa mesma edição dos Jogos. Como se sabe, a Ginástica Artística e Natação são as modalidades que oferecem mais possibilidades para verdadeiros ‘papa-medalhas’ mostrarem apetite. Na Cidade do México’55, por exemplo, outro ginasta subiu sete vezes no pódio pan-americano. Joseph Kotys dos Estados Unidos ganhou duas medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze e foi durante muitos anos o detentor daquele recorde. Um outro nadador ‘treinou’ suas braçadas pelo ouro em piscinas pan-americanas. O norte-americano Mark Spitz em Winnipeg’67 foi o maior campeão na piscina canadense somando cinco títulos. Como todos sabem, em 1972 ele foi soberano na piscina olímpica de Munique com sete medalhas de ouros e sete recordes mundiais. A fome por medalhas também tem bons exemplos femininos. Dois fenômenos da natação norte-americana dividiram as atenções em San Juan’79. Tracy Caulkins ganhou seis medalhas (quatro de ouro e duas de prata) naqueles Jogos, enquanto Cynthia Woodhead levou as cinco medalhas de ouro que disputou. Só que o atleta com mais medalhas numa mesma edição dos Jogos Pan-Americanos é um brasileiro. O nadador Thiago Pereira (foto abaixo) guarda em sua casa em Belo Horizonte um total de oito medalhas do Rio’2007 (seis de ouro, uma de prata e outra de bronze). Com apenas 21 anos, Thiago soma nos dois PAN’s que participou 10 medalhas conquistadas e almeja não só ultrapassar o recorde brasileiro pertencente a outro nadador, Gustavo Borges (19 medalhas, sendo oito de ouro), como também a marca do ginasta cubano. A estimativa é de que Thiago ainda participe de pelo menos dois PAN’s.

Quem vai a Beijing'2008 graças ao PAN

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O PAN Rio ‘2007 também serviu como seletiva olímpica para nove modalidades o que ajudou em muito a elevar o nível técnico das competições. No Handebol foram automaticamente classificadas para os próximos Jogos Olímpicos as equipes campeãs no masculino e feminino. Em ambos os torneios a vitória foi do Brasil que irá pela quinta vez a uma Olimpíada nesta modalidade. No Pólo Aquático ocorreu algo parecido. Só que os beneficiados foram os fortíssimos times norte-americanos. Ainda entre os esportes coletivos, o Hóquei sobre a Grama usou o mesmo critério e garantiu a equipe feminina da Argentina e masculina do Canadá nos Jogos do ano que vem. O Hipismo do PAN também classificou as três primeiras equipes em cada um dos torneios olímpicos (Adestramento, C.C.E. e Saltos), Coincidentemente as três classificações apontaram equipes do Brasil, Estados Unidos e Canadá como selecionadas para Beijing'2008. Já na Natação o critério de seleção adota tempos mínimos recomendados pela Federação Internacional e cada Comitê Olímpico Nacional adota sua própria regulamentação. O Brasil estipulou uma tabela de tempos ainda mais forte que a FINA e sete nadadores em provas individuais além dos três revezamentos masculinos alcançaram as vagas que ainda deverão ser ratificadas até o final do primeiro semestre de 2008. Na piscina do Parque Aquático Maria Lenk obtiveram as vagas individuais os nadadores Thiago Pereira (100m e 200m Costas, além dos 200m Peito, 200m e 400m Medley), Lucas Salatta (200m Costas), Henrique Barbosa (100m Peito), Kaio Márcio e Gabriel Mangabeira (ambos nos 100m borboleta), Rebeca Gusmão (50m e 100m Livres) e Flávia Delaroli (50m Livres). Outros atletas, como César Cielo (foto acima), já haviam obtido índices anteriormente. Os medalhistas do Pentatlo Moderno também irão à China ano que vem, e entre os seis pré-classificados está a brasileira Yane Marques, campeã do torneio feminino no Rio’2007. Diversos atletas do Tiro Esportivo que ganharam medalhas neste último PAN também confirmaram vaga para Beijing’2008. Exatamente como dois brasileiros: Júlio Almeida (prata na Pistola de Ar) e Fernando Cardoso Junior (bronze no Tiro Rápido). O Triatlo também selecionou seus campeões. Nas duas provas do Rio, ganharam o ouro e a vaga olímpica os triatletas norte-americanos Julie Ertel (campeã no feminino) e Andy Potts (ouro no masculino). Mesmo resultado beneficiou outros dois atletas dos Estados Unidos em Copacabana. Na prova da Maratona Aquática, Chloe Sutton e Francis Crippen carimbaram suas inscrições para Beijing’2008 ao nadarem melhor a distancia de 10km nas provas feminina e masculina, respectivamente.

Conheça o blog Beijing Olímpica onde tem a cobertura completa dos próximos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2008;